Você já parou para pensar que lá atrás tudo estava focado na matéria? Todos nós humanos formados por átomos, estruturas fundamentais compostas de núcleos (prótons e nêutrons) com elétrons girando ao redor, da mesma forma que a Terra se movimenta ao redor do Sol.  Era assim que o cientista, físico e matemático, Isaac Newton explicava todos os movimentos, partículas carregadas positivamente ou negativamente se atraem ou repelem, como duas massas, tudo explicado por meio da matéria. Isso no fim do século XVII e início do século XVIII. Assim, a vida seria regida de maneira mecânica, de certa forma imutável.Mas você não parou por aí, não é? 

A ciência também não e muita coisa avançou de lá pra cá. No século XIX, o descobrimento e a investigação de fenômenos eletromagnéticos, por exemplo, trouxeram o conceito de campo, uma condição do espaço capaz de produzir uma força. Ou seja, segundo Michael Faraday e James Clerk Maxwell, cada carga cria uma condição, uma perturbação, no espaço à sua volta gerando uma força sobre as demais cargas presentes no mesmo espaço. Nascia ali um universo cheio de campos geradores de forças que interagem entre si. Uma estrutura que costumo comparar a uma teia, formada por inúmeros quadradinhos ou campos de força, onde se eu tocar em um deles acabo movimentando toda a teia. Assim ficaria mais fácil imaginarmos o quão importantes e potentes somos todos nós, capazes de influenciarmos algo à distância e de percebermos coisas que vão além da nossa visão e da nossa fala, como ocorre quando intuímos que algo não está bem com alguém que amamos. Sentimos a presença de alguém sem que esteja fisicamente perto de nós, por exemplo, apenas por entrarmos em contato com o campo daquela pessoa mentalmente. Assim, vivemos e interagimos em campos dentro de campos todo o tempo e ao mudarmos o nosso quadradinho na teia, podemos provocar mudanças significativas em diversos campos que cruzam o nosso. Portanto, se eu mudo, tudo muda, assim faz ainda mais sentido a célebre frase do líder pacifista indiano, Mahatma Gandhi: “Seja a mudança que você quer ver no mundo”.

Para muitos, encarar essa realidade é algo impactante. E agora? O que fazer com todo esse poder? Quer dizer que a cura, a felicidade, a possibilidade de mudar de vida, está tudo dentro de cada um? Não está no carro, no futuro, na viagem, no casamento, em um grande amor? Não tem a ver com o ter e sim com o ser? Exatamente.  Agora vem uma notícia ainda mais forte: sabe aquela pessoa que tanto te perturba, aquele amigo que só faz besteira, aquele amor que não é exatamente o que queria pra sua vida e você vive aconselhando, brigando, se estressando, falta morrer do coração? Pois é, a melhor forma de colaborar para a mudança dele, é mudando você mesmo a sua vida. Sim, porque a vida do outro, só cabe ao outro, concorda? Já a sua está aí inteirinha ao seu dispor, com inúmeras possibilidades. Você só precisa querer e agir.

Há dois anos, no meu primeiro dia de aula na Escola Dinâmica Energética do Psiquismo, dei um passo decisivo na minha transformação, passei a dedicar tempo e atenção a mim mesma, a minha cura e ao autoconhecimento. Eu estava doente há mais de dois anos, muita dor e um diagnóstico indicava a necessidade de uma cirurgia no estômago. Havia largado um emprego no Rio de Janeiro, cidade na qual sempre sonhei morar, onde atuava em um organismo internacional e coordenava a Gestão da Informação e do Conhecimento. Pois bem, de volta à Fortaleza, minha terra natal, passei a ir ainda mais fundo em processos terapêuticos, com psicóloga, florais, acupuntura e um curso voltado ao autoconhecimento. Foi então que, naquele primeiro dia de aula, ouvi da fundadora da DEP, Aidda Pustilnik, que onde está a sua maior dor está também o seu maior dom. Podia ser uma frase solta, mas bateu forte dentro de mim e me dediquei a descobrir o por quê da dor no meu estômago, o que eu havia acumulado ali, o que ele estava tentando me dizer?

Ao longo do curso, muita coisa aconteceu e já ao fim descobri e abracei a minha verdadeira vocação de cuidar das pessoas, a partir do cuidado comigo mesma, sem me perder de mim. Por isso, lhe digo de coração que o seu caminho pode ser outro, mas com certeza mergulhar em si mesmo e transformar a própria vida nunca será em vão. Por certo, lhe trará algo novo, que sempre esteve em você e que com certeza tem a ver com o seu propósito nesta vida. O caminho é longo, não é fácil, mas vamos juntos. Esta é a proposta deste Blog. A ideia é mostrar exemplos de pessoas que transformaram dor em dons, explorar processos terapêuticos que podem ajudar nessa grande guinada, falar sobre expansão  da consciência, para que mudando para melhor a nós mesmos, consigamos também mudar o nosso mundo. Seja bem-vindo!!!!! Lembre-se: se eu mudo, tudo muda!