Você gosta de ajudar as pessoas, mas escolhe fazer jornalismo. Quer ser terapeuta, mas acaba cursando administração. Fez engenharia elétrica, mas acaba virando psicóloga. São muitas as mudanças que a vida nos traz. Sobretudo porque a escolha da profissão ocorre, muitas vezes, aos 17 anos de idade, quando temos pressa e somos jovens o suficiente para querermos todos os caminhos ao mesmo tempo.

Outra coisa bem comum é escolher algo para determinada fase e depois, frente a diversas mudanças ocorridas na vida e em quem somos, sentirmos a necessidade de também mudar de caminho profissional. Às vezes, uma experiência má sucedida em algum ambiente de trabalho, uma indisposição com algum colega ou chefia, uma vivência interrompida de forma abrupta, a falta de validação ou reconhecimento, a impossibilidade de realizar alguma atividade específica, o acúmulo de funções sem a remuneração devida, nos fazem perder a motivação profissional. E quando algo se encerra sem ter sido bem resolvido dentro de você, a sua energia fica conectada àquela situação de fracasso ou frustração ainda que já esteja vivendo outra experiência.

Portanto, quando honramos cada experiência, liberamos o que vivemos de ruim, energias que porventura tenham ficado aprisionadas ou tensionadas, reconhecemos os aprendizados, estamos enfim prontos para seguir adiante e recebermos o novo em nossas vidas.

É esse o trabalho desenvolvido no currículo integrado, uma técnica utilizada no coaching sistêmico, que possibilita você entrar em contato com cada escolha, desde os cursos e formações mais relevantes às experiências profissionais vivenciadas, olhando para cada uma delas por meio das cinco dimensões: corpo, mente, emocional, espiritual e social.

O trabalho demanda no mínimo cinco encontros, com uma hora de duração cada, pois é feito um levantamento da sua trajetória e depois você é convidado a organizar essas experiências e a entrar em contato com elas. Como terapeuta e coach fico absolutamente presente, observando cada expressão, suspiro ou registro corporal, dessa forma quando necessário sugiro colocações sistêmicas ou mesmo constelação para que a pessoa possa olhar e perceber como se sente. Ao longo do processo, ocorrem muitos insights, pois você vai integrando percepções que vão muito além do racional e consegue enxergar padrões de comportamento, entraves pessoais, crenças limitantes, que lhe impedem de se apropriar do seu poder e dos seus talentos.

Muitas vezes, questões relacionadas ao pai ou uma certa fidelidade invisível e inconsciente à trajetória de alguém do seu campo familiar fazem com que você se sinta incapaz ou não merecedor de avanços e conquistas profissionais. Outro aspecto bem comum, diz respeito à mãe e a dificuldade de ter sucesso ou de gerar dinheiro. Quando não toma a sua mãe, a pessoa também tem dificuldades de tomar a abundância na vida. Ou seja, o que cada um é na vida profissional, tem muito do seu sistema familiar e do seu sistema de crenças. Olhar para tudo isso, é liberar-se para viver a sua essência e ter êxito em qualquer que seja o caminho que você escolha.

É muito comum, ao longo do processo de currículo integrado, perceber que mesmo quando você pensava ter escolhido errado ou que a trajetória não fazia qualquer sentido, uma consciência maior lhe guiou para tomar os caminhos necessários e chegar ao lugar que precisava, na hora certa.

Depois de observar toda a sua trajetória, o currículo integrado proporciona ainda que você entre em contato com novas possibilidades. Esse momento, em geral, traz bastante luz para quem ainda tem dúvidas sobre que caminho seguir, pois pode testar possibilidades. Desta forma, após ter integrado todas as experiências, a pessoa sente-se mais livre e empoderada para seguir em novas direções alinhadas a sua essência e ao seu propósito.